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Planejamento estratégico passa a definir quais empresas continuarão competitivas na era da inteligência artificial

A transformação provocada pela inteligência artificial já começa a mudar a forma como empresas crescem, se posicionam e participam das decisões de consumo. Se antes o foco estava em aparecer nos mecanismos de busca, agora o desafio passou…

A transformação provocada pela inteligência artificial já começa a mudar a forma como empresas crescem, se posicionam e participam das decisões de consumo.

Se antes o foco estava em aparecer nos mecanismos de busca, agora o desafio passou a ser outro: fazer sentido dentro de um ambiente em que sistemas inteligentes filtram, interpretam e recomendam soluções antes mesmo do contato direto com o cliente.

Na prática, a lógica da visibilidade começa a perder espaço para a lógica da interpretação.


Com ferramentas como ChatGPT e Google Gemini influenciando o comportamento do consumidor, empresas que ainda operam apenas com foco em exposição digital começam a enfrentar um novo problema: estar presente já não garante ser considerado.

Para Mayara Aguilera, estrategista empresarial do Grupo DOM, esse movimento exige uma revisão profunda na forma como as empresas estruturam crescimento, posicionamento e operação.

“Hoje, a disputa não é mais por clique, é por decisão. E isso muda completamente a lógica de crescimento: não basta atrair atenção, é preciso estruturar a empresa para ser escolhida, inclusive antes do contato direto”, afirma.

Segundo Mayara, o impacto não se limita ao marketing e nem pode ser tratado apenas como uma adaptação tecnológica.

“Não é uma mudança isolada de canal ou ferramenta. O impacto atravessa posicionamento, operação, comunicação e modelo de crescimento. É uma leitura que exige pensamento sistêmico, onde cada decisão influencia a forma como a empresa será interpretada dentro desse ambiente”, explica.

Essa mudança também altera a maneira como negócios precisam organizar sua estrutura interna.

Empresas com comunicação difusa, falta de clareza sobre proposta de valor e desalinhamento entre discurso e execução tendem a perder competitividade em um cenário cada vez mais orientado por confiança, coerência e interpretação estratégica.

“A empresa pode até ter presença digital, mas, se não for compreendida como uma solução confiável e clara, ela não entra no processo decisório. Isso deixa de ser uma questão de marketing e passa a ser uma questão de estratégia”, diz.

Nesse contexto, planejamento deixa de ser apenas organização operacional e passa a ocupar um papel central no crescimento das empresas.

Mais do que produzir conteúdo ou ampliar presença digital, o novo cenário exige alinhamento entre posicionamento, operação e comunicação.

A discussão também acompanha o avanço do GEO, conceito conhecido como Otimização para Mecanismos Generativos, apontado como uma evolução do SEO tradicional.

A diferença é que, agora, não basta ser encontrado. É preciso ser interpretado como relevante dentro de sistemas que recomendam e influenciam decisões.

Para Mayara Aguilera, estrategista empresarial do Grupo DOM, as empresas que conseguirem estruturar essa clareza estratégica terão vantagem competitiva nos próximos anos.

“Não é sobre tecnologia, é sobre como as empresas são compreendidas dentro de um sistema que influencia decisões. Quem organiza isso de forma estratégica passa a competir em outro nível”, conclui.

Nesse novo ambiente, alguns fatores passam a ser decisivos: clareza estratégica, coerência na comunicação, autoridade construída, organização da informação e alinhamento entre estratégia e execução.

A era da busca começa a dar espaço para a era da interpretação.

E, nesse cenário, empresas que apenas aparecem tendem a perder espaço para aquelas que conseguem transmitir direção, consistência e confiança.